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crônica - “CONSCIENTE COLETIVO”

“CONSCIENTE COLETIVO”   Desde o principio do curso de graduação de Psicologia, venho/viemos dedicando grande parte dos estudos sobre a teoria psicanalítica de Freud. Uma teoria volumosa, que requer muito mais tempo para ser vista/lida com todo respeito e seriedade que merece. Entretanto, foi lendo também, Jung, que me ocorreu o conceito de “consciente coletivo”, uma vez que de Freud obtivemos o conceito de Inconsciente, mas, em Jung encontramos o conceito de Inconsciente Coletivo. Em ambos os autores, essas instancias são caracterizadas como mentais, porém, nos dois também é possível encontrar uma confusão entre elementos da mente e elementos dos instintos, instancias inconfundíveis para mim, e essa distinção é essencial e revolucionária para a Psicologia, esta que pouco trata dos instintos humanos-animais e raramente se debruça sobre a condição emocional. Acredito que foi com Charcot e sua técnica de hipnose para tratar das histéricas, que Freud – enquanto médico - tenha p...

Crônica: Independência emocional ou morte

  Independência emocional ou morte Certamente, a maioria dos brasileiros e das brasileiras já ouviu falar do famoso brado de Dom Pedro, ou melhor, isto teria ocorrido na tarde de 7 de setembro de 1822, às margens do riacho do Ipiranga, voltando de Santos, que Dom Pedro teria “epifanado” tal sentença. O quanto disso de fato ocorreu e os motivos de tal brado, não vem ao caso no momento. Mas, não convém acreditar em qualquer "estória". Entretanto, o resultado é o que me interessa, analogicamente é claro. A declaração da independência da coroa portuguesa foi algo extraordinário para o Brasil. Foi, na verdade, o nascimento do Brasil. Entretanto, foi um passo tão grande que a maioria dos promotores disto, acabaram se perdendo na continuidade do processo, ou melhor, no começo de um novo processo, qual seja, o de construção da nação brasileira. Por isso, da minha analogia, que segue. Primeiramente, convém reconhecer que Portugal descobriu o novo continente, mas, desc...

crônica - Vai doer, mas, SÓ VAI DOER.

Vai doer, mas, SÓ VAI DOER. Por que não sabemos lidar com a dor emocional? Pior ainda, parece que a dor invoca milhares de consequências desastrosas, porém, no fim, apenas doerá, e apenas por um tempo. Por que então, temos tanto medo da dor? A dor parece ser uma ameaça direta à nossa vida. Será que não temos estrutura psíquica para lidar com a dor emocional? Organicamente, assim como qualquer animal, parece que há um instinto de autopreservação, que nos afasta de qualquer situação que possa indicar um risco a sobrevivência. Inclusive, naturalmente os animais são impelidos a reprodução para garantir a preservação da espécie. AQUI CONVÉM LEMBRAR QUE TAMBÉM TEMOS O NOSSO LADO ANIMAL. Entretanto, não é apenas a razão que nos diferencia dos animais, mas também, a nossa estrutura psíquica-emocional. Isso é vantajoso, mas também, é um peso para humanidade, afinal, nunca vi um cachorro ou um gato perder o sono por questões emocionais. E pelo contrário, a hist...

crônica - Adeus “Complexo de Édipo”

 Adeus “Complexo de Édipo” Freud é o cara, sem sombra de dúvidas! A humanidade pôde dar grandes passos (poderia dar bem mais), com as teorias freudianas. Entretanto, algumas teorias dele podem ser questionadas/criticadas, afinal, não é uma religião dogmática, pelo contrário, o pai da psicanálise se dedicou, arduamente, a construção de uma teoria científica, logo, passível de crítica. Buscar desvelar/conhecer a estrutura psíquica do ser humano é/foi um pequeno passo para humanidade mas, um gigantesco salto para o homem (trocadilho com a frase proferida por Armstrong, ao pisar na Lua), enquanto subjetividade. Evidente que o homem – subjetividade – estando organizado psiquicamente, contribuirá inevitavelmente, para uma sociedade inclusiva e cooperativa. Infelizmente, insiste-se no oposto, ou seja, quer-se forçar uma sociedade solidária, democrática... mas as pessoas, em geral, seguem crianças desamparadas, carentes, iludidas e cheias de desejos egoístas, de forma que é certo ...

crônica - O MITO DA HORDA PRIMITIVA: Freud x Jung brasileiro

O MITO DA HORDA PRIMITIVA: Freud x Jung brasileiro   Para Freud, a "horda primeva", descrita no texto Totem e Tabu (1913), é formada por um bando de irmãos que vivem sob a liderança e domínio sexual de um pai violento, que possui e vigia todas as fêmeas contra as possíveis investidas sexuais dos filhos machos, e tão logo eles se tornam grandes o suficiente para pôr em risco o poder absoluto dele, já os expulsa do bando Movidos pelos seus desejos e com sentimentos contraditórios em relação a esse pai tirano, invejado e admirado, o bando de machos se une para despojar-lhe de seu poder. Matam-no, apaziguando o ódio que sentiam por ele. Mas o remorso pela morte do pai enche-os de culpa, sentimento este que os faz criar um totem simbólico de poder, o qual adoram. O sentimento de culpa gera duas proibições fundamentais: matar o pai (parricídio) e obter satisfação sexual com a mãe e irmãs (incesto). Estes são os dois interditos ativos que atuam na cena edípica. O c...

crônica - Complexo de Édipo x Complexo de Eléctra

Complexo de Édipo x Complexo de Eléctra Freud foi um gênio/um iluminado ao desvelar o Inconsciente que habita em cada um de nós, ao investir no entendimento dos sonhos e ao erigir a técnica psicanalítica (da escuta qualificada), entretanto, é difícil de aceitar a excessiva “sexualização” da criança, afinal, até uns 3 anos de idade – ou mais – a criança nem sabe o que é uma vagina e/ou um pênis, questão que já colocaria o Complexo de Édipo em xeque. Claro que, a partir de uns 7 anos de idade – ou mais – a percepções sexuais das crianças já são outras. E na adolescência então, quase tudo gira em torno disso. Outro exagero teórico de Freud, a meu ver, é a questão do interesse sexual (não genital, ok!) do menino pela mãe, transformando o pai em rival e vice-versa com a menina. Isso me parece exagerado até para depois dos 7 anos de idade. Aliás, um detalhe que Freud “omitiu” ao buscar uma analogia com o Mito de Édipo, qual seja, que o Édipo já era um jovem quando retornou a Tebas e ...

crônica - Desenvolvimento humano “cumulativo”

  Ensaio: Desenvolvimento humano “cumulativo” Lendo um livro sobre a Psicologia do Envelhecimento e imerso em muitas reflexões devido a um estágio num Lar de Idosos, onde ouço muitas histórias de vida, além de observar a existência em seu ápice – ou não – e ainda, lembrando de algumas teorias já estudadas nas aulas de Psicologia, acabou me “pulando” uma intuição/uma pergunta, qual seja: será que, em vez de irmos progredindo em nosso desenvolvimento humano através de estágios, níveis ou fases sucessivas, não vamos acumulando-os? Claro que há diferença entre o desenvolvimento orgânico/físico, o cognitivo/mental e o psíquico/emocional. E convém deixar claro que estou me referindo ao nosso desenvolvimento psíquico-emocional. Mas, também é preciso enfatizar, que essas nossas três “dimensões” estão interligadas e se afetam mutua e continuamente ao longo da vida de cada pessoa. Separado-as, pode-se dizer que a Biologia já explicou que o corpo vai PROGREDINDO no seu desenvolvimen...