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crônica - Emoções, sentir, sentimentos, afetos…

Emoções, sentir, sentimentos, afetos… E se o segredo da existência humana for, “apenas”, desenvolver a capacidade de sentir/ter emoções? Por muito tempo, sacramentou-se que era o pensar - penso, logo existo - era o segredo. Entretanto, “pensando assim”, estamos no momento com o “c… na mão” pelo medo das bombas atômicas (grandes conquistas do pensar humano) serem usadas nas guerras (grande fracasso do humano, ainda infante no sentir, mas com poder de adulto), criadas pelos homens racionais. Aliás, será que as religiões - que são humanas - também não foram criadas racionalmente? Não há dúvidas de que a humanidade progrediu técnicamente, graças ao uso da razão. Mas isso pode ser perigoso. E as guerras são um exemplo disso. Já peço desculpas, de imediato, aos macacos racionais que vão se ofender - e aos macacos também - mas, a guerra é fruto de macacos, com armas, em busca de mais poder. Aliás, na verdade, subjaz a isso tudo, um instinto de autopreservação, normal entre todos os animais. E...

crônica: Ego humilde x Ego orgulhoso

crônica: Ego humilde x Ego orgulhoso Primeiramente penso ser conveniente resgatar a definição de Ego. Então, Freud desenvolveu os conceitos de ego, id, superego para explicar o funcionamento da mente humana. Assim, o ego é a parte consciente da mente, responsável por interpretar a realidade e processar as percepções, ou melhor, as representações da relação do indivíduo com o meio. Também é o Ego quem detém os critérios para julgar as pessoas ao nosso redor, conforme nossos interesses e experiências pessoais. Ele é aquela voz interna que indica o que é bom e o que é ruim. É responsável ainda, por preconceitos e aceitações. Eu costumo dizer que ao abrir os olhos, ao acordar, o Ego é ligado e passa a comandar a existência até os olhos serem fechados novamente. Aliás, o sonho não é comandado pelo Ego, segundo Freud, mas pelo id/inconsciente. Uma outra analogia que faço é comparar o Ego ao dia, ou melhor, assim que o sol aparece e começa a iluminar a manhã e tarde de cada dia, praticament...

crônica - UMA PSICOLOGIA ANTROPOLÓGICA

  UMA PSICOLOGIA ANTROPOLÓGICA Não há dúvidas que Freud construiu uma consistente “Psicologia da mente”, ou melhor, da mente inconsciente e da mente consciente. Essa “mente consciente” me parece ter resultado, mais tarde, na Psicologia Cognitiva, que também foi e é, longamente desenvolvida, por vários autores.  Já  - em contrapartida a psicologia da mente - Pavlov, Watson e Skinner fundaram uma outra  Psicologia, propondo o estudo do comportamento em vez da mente. A Psicologia Comportamental, ou behaviorismo, é uma abordagem psicológica que foca na análise do comportamento observável e na interação entre o indivíduo e o ambiente. Ela parte do princípio de que os comportamentos são aprendidos através de processos como condicionamento clássico e operante, sendo influenciados por estímulos e suas consequências (reforços e punições). Aqui, ouso dizer que temos uma “Psicologia dos instintos”, pois em certa medida, ela pode ser comparada com um adestramento dos instintos, ...

crônica - EMPODERAMENTO DO EGO X EMPODERAMENTO PSÍQUICO/EMOCIONAL

EMPODERAMENTO DO EGO X EMPODERAMENTO PSÍQUICO/EMOCIONAL Certamente, você já ouviu falar do tal do empoderamento, conceito bastante utilizado ultimamente e para inúmeras ocasiões. Só espero que o Trump não esteja nessa “vibe”, de estar se empoderando. Aliás, aqui já transparece o primeiro equívoco, qual seja, achar que o empoderamento se dá de fora para dentro, ou seja, isso é simples e puramente empoderamento do EGO, ou em outros termos, é inflar o imaginário e fantasioso pessoal, tipo um balão de balonismo, apenas cheio de ar quente, e que é carregado pelo vento, na direção que a corrente de ar determinar. E se não me engano, o melhor passeio de balão é onde o vento/ar estiver em menos movimento, o que também já é um determinante externo para o balonismo. Comparando, poderia-se dizer que primeiro inflamos o nosso balão/EGO com itens externos a nós, como: dinheiro, bens materiais, títulos acadêmicos, fama, likes/curtidas,  sucesso, corpos atraentes, posições sociais de poder, empr...

crônica - 4 SIGNIFICANTES (não só dois)

Mãe + Pai e Esposa + Marido (ativo x passivo): 4 SIGNIFICANTES (não só dois) Que os “significantes” mãe e pai vão se inscrevendo no psiquismo desde criança, já foi/é longamente abordado nas teorias da Psicologia/Psicanálise. E concordo plenamente com isso. Entretanto, venho percebendo que há mais dois significantes que a criança também vai internalizando, desde o começo, quais sejam, os significantes de esposa e marido, ou ainda, em outros termos , poderia se falar, quem sabe, em ativo e passivo da relação conjugal.  Nesse sentido, já venho dizendo a algum tempo: os pais podem ser excelentes exemplos de mãe e pai, mas, não necessariamente, são também, bons exemplos de esposa e marido (ou, de ativo e passivo numa relação). E que marcas isso deixa/deixou em nossos psiquismos? Afinal, convém deixar enfatizado, que somos gerados a partir de 23 cromossomos da mãe + 23 cromossomos do pai, ou seja, nenhum cromossomo é meu/teu. Ninguém escapa dessa herança biológica. E será que a herança ...

crônica - metodologia de atendimento: 4 x 9

    Análise e/ou Psicoterapia: uma prestação de serviço Na Psicologia é muito comum ver que, começar uma análise já é difícil, mantê-la seguirá sendo desafiador, mas, encerrar uma análise, também   anda demonstrando-se complicado e geralmente, não só por parte do paciente/cliente, ou seja, o atendimento psicológico é bastante vago - e até mesmo obscuro - em relação ao término.  Curiosamente, mesmo não havendo uma promessa de cura, também não há uma estipulação de encerramento da análise e/ou da psicoterapia. Evidente que qualquer “queixa”, requer um processo de conhecimento, o que, por sua vez, além do acompanhamento de um profissional, requer um tempo para  ser elaborado subjetivamente. Mas, afinal, de quanto tempo estamos falando? E esse tempo, subjetivo, é o do cliente/paciente, ou é o tempo do psicoterapeuta? Em relação ao tempo subjetivo do psicoterapeuta/do analista, ainda não me atrevo a entrar, pois isso implicaria em questionar teorizações do ...

crônica - INCONSCIENTE = CONDUTOR DA VIDA SUBJETIVA

INCONSCIENTE = CONDUTOR DA VIDA SUBJETIVA Faz dias que ando cogitando a hipótese do Inconsciente como condutor da existência subjetiva, mas num sentido construtivo, bem diferente daquele Inconsciente freudiano e também, divergente, em boa medida, daquele junguiano, em ambos, um inconsciente exclusivamente mental, mesmo que Jung tivesse ampliado o entendimento para um inconsciente coletivo, mais ainda, coletivo-mental. Mas então, e se o inconsciente fosse o condutor da tua existência num sentido construtivo? Querendo que cada um cresça e amadureça como sujeito? Bem divergente do inconsciente problemático e emblemático de Freud, também, por sua vez, condutor da vida, mas, em direção ao caos, sempre cobrando algo. Porém, e se não for cobrança e caos, mas, um desafio na esperança que eu amadureça um pouco mais, aos poucos? Essa concepção, inclusive tiraria a excessiva “responsabilidade” que Freud colocou nas costas das crianças, ou melhor, na nossa fase infantil do desenvolvimento. Assim ...