Exercício físico x exercício psíquico
Exercício físico x exercício psíquico
Hoje, treinando na academia (descobri a pouco tempo que não se fala mais “malhando”), me ocorreu uma analogia possível entre o treino na academia e a psicoterapia. Afinal, ambas são difíceis e requerem muito empenho pessoal (aqui, eu lembro do “estudar”, que também é difícil…).
Mas, permanecendo apenas com a comparação entre o exercício físico x exercício psíquico, fiquei pasmo com a similaridade: ambos requerem uma decisão pessoal e realista; necessitam de muito empenho, disciplina e dedicação; ambas são pouco prazerosas em si. Aliás, no começo, geralmente as duas são dolorosas; ambas, precisam de acompanhamento profissional e de local adequado; as duas, dão resultado, apenas, a médio-longo prazo. Claro que pode haver exceções em relação ao resultado, mas, é preferível manter o realismo; ambas precisam ser executadas pelo próprio sujeito, ou seja, assim como o instrutor da academia não pode fazer os exercícios físicos por você, o Psicólogo também não pode "elaborar" pelo paciente.
Você até pode contratar o Dino (atual mister universo; e brasileiro) para te orientar/ajudar na academia, mas, quem precisa fazer os exercícios é você, ou seja, o Dino não pode treinar por você. Quem sabe, aí está a explicação, do sedentarismo, já que fazer exercícios físicos requer empenho, dedicação e disciplina, ao menos nos primeiros anos. Aliás, lembrei aqui, que eu já costumava dizer que a grande ilusão inventada na educação escolar, era/é dizer que estudar precisa ser prazeroso. Então, da mesma forma, treinar também não é prazeroso, sobretudo, não no começo (com começo me refiro aos dois ou três primeiros anos. Isso mesmo, ANOS)
E, lembrando da analogia pretendida com a psicoterapia, já que o profissional/psicólogo também não pode fazer a sessão por você, mas, apenas, “orientá-lo/questioná-lo” no teu próprio percurso do autoconhecimento, temos uma boa indicação do motivo pelo qual tão poucos buscam fazer psicoterapia. Muitas vezes, é mais fácil ser um mister universo fisicamente, do que enfrentar a própria desorganização psíquica-emocional.
Então, que tal se exercitar mais, física e psiquicamente? Quem sabe, também criar uma “musculatura” psíquica saudável - (apenas saudável, nada de mister universo. Aliás, geralmente, a força física excessiva, demonstra bastante fraqueza psíquica) - a fim de ter um "corpo psíquico" mais forte para as vivências frustrantes, o cotidiano desafiador, os relacionamentos reais e menos idealizados... É você que precisa lidar com isso, com o teu psiquismo. Ninguém pode fazer isso por você. E, você pode estar fazendo isso de forma errada.
Ninguém pode estudar por você, nem treinar na academia por você, muito menos, “trabalhar” o teu psiquismo por você. Claro que bons profissionais podem e precisam te orientar/auxiliar nesses processos. Afinal, fazer um treino mal feito e por conta na academia, pode até lesionar . Entretanto, se você estiver com um bom educador físico, mesmo com alguma lesão, você verá que ainda pode fazer muitos exercícios físicos específicos, sem agravar a lesão, pelo contrário, reforçando o entorno muscular para auxiliar na recuperação. Claro que lesões graves requerem ajuda médica especializada. Assim como, estados psíquicos graves, também podem requerer auxílio medicamentoso próprio, ou seja, a ajuda de um médico-psiquiatra.
Enfim, sigamos nos exercitando física, psíquica e racionalmente. Superemos o sedentarismo, o isolamento e a imitação (menoridade racional, diria Kant).
Tercio Inacio
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