Energia psíquica (humana) x energia instintiva x energia mecânica


Energia psíquica (humana) x energia instintiva x energia mecânica


Fazendo uma caminhada, a pouco, numa estrada de saída da cidade, visualizei um sapo encostado no canteiro central da via. De longe, parecia estar vivo, pois estava inteirinho, tanto que cheguei perto dele para ver melhor do porque ele estava tão quieto ali. E eis que, nada de se mexer. Nada de pular. Toquei nele com o meu pé e nada, de novo. E eis que me pulou essa crônica, uma que também estava paralisada, pois já havia pensado nisso, lá por 1996, quando visualizei no meio de uma estrada do interior, um lagarto, nas mesmas condições do sapo, recém descritas.

O corpo, ou melhor, os corpos estavam ali, inteiros, completos, normais, mas, imóveis, ou em outros termos, sem energia, sem vida.

Que energia é essa que simplesmente acaba de uma hora para outra? Deixando corpos perfeitos/inteiros imóveis no meio da estrada?

Que energia é essa?

Essa energia acaba ou “escapa” do corpo?

E a energia que anima os animais e as plantas é a mesma que anima os humanos?

É energia elétrica, ou energia química, ou algum outro tipo de energia?

Vamos pensar num carro e na sua complexa estrutura mecânica para funcionar. Mecânica que é colocada em movimento a partir de uma reação energética artificialmente estruturada.

Aliás, parece que os animais e as plantas também tem uma mecânica, entretanto, que é natural/instintivo - e não artificial como a de um carro - que os coloca em movimento singular, que por sua vez, está envolto em um movimento natural planetário maior.

Mas e nós humanos?

Qual é a energia que nos move? Será que é mesmo a líbido sexual, conforme previu Freud?

Ela é natural, artificial, mecânica ou de outra ordem? Ou todas elas, juntas e misturadas, nos colocam em movimento?

Mistura que pode resultar num “combustível” emocional, próprio da nossa condição humana? Próprio para a nossa estrutura psíquica de animais-racionais-emocionais?

Por fim, essa energia acaba, ou ela “vaza” do corpo? Ou, será que o corpo físico não consegue mais dar conta dessa energia?



                                                                                                                            Tercio Inacio

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